Ficção científica invulgar

Compilação: Ivan Howard

Original: Rare science fiction – 1963

Editora: O Cruzeiro

Colecção: Galáxia 2000

Número: 13

Contos:

  • Vamos divertir-nos (Let’s have fun) – L. Sprague de Camp
  • Faça você próprio (Do it yourself) – Milton Lesser
  • Em mãos humanas (In human hands) – Algis Budrys
  • Camuflagem protetora (Protective camouflage) – Charles V. De Vet
  • Asilo (Asylum) – Alice Bullock
  • Congelamento rápido (Quick freeze) – Robert Silverberg
  • Sorte & Cª, Ltda (Luck, Inc.) – Jim Harmon
  • Madureza (Ripeness) – M. C. Pease

Comentário:
Ficção científica de qualidade, mas não invulgar.
Contos dos anos 50, abarcando os principais temas.

Planeta azul

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Prefácio: Suposição fantástica – Valentin Tchelnokov

Editora: Ráduga Moscovo

Colecção: Biblioteca de Ciência – Ficção e Aventuras

Número: 3

Contos:

  • Saber lançar a bola – Kirill Bulitchev
  • Quiosque de jornais – Victor Kolupaev
  • A menina – Victor Kolupaev
  • As duas faces – Olga Larionova
  • Onde a caça é digna de rei – Olga Larionova

Comentário: Os três primeiros contos trazem-nos um baixote gorducho de meia idade que se torna num excelente basquetebolista, uma rapariga que vende os jornais do dia seguinte e uns viajantes no tempo (involuntários). São histórias ligeiras, de leitura agradável, ora com um toque de drama, ora com um toque de humor.
Os dois últimos pendem para o fantástico e apresentam um estilo mais típico da literatura russa.

Obs: Não achei útil colocar aqui os títulos originais em russo

6 visões do futuro

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Organização: Fúlvio Fonseca

Contos:

  • Chuvas suaves virão (There will come soft rains) – Ray Bradbury
  • O monstro do mar ( The sea thing) – A. E. van Vogt
  • Os encouraçados sobre a Terra (The land ironclads) – H. G. Wells
  • O planeta de gelo (Quick freeze) – Robert Silverberg
  • A miniatura (The miniature) – John D. MacDonald
  • Naves de estrelas – Ivan Efremov

Em busca de novos mundos

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Autor: Oliveira de Fontemar

Original: Edição de autor – 1965

Comentário: Uma nave de exploração da Terra visita dois satélites de um planeta distante. No primeiro encontra algumas raças inteligentes com aspecto de animais. No segundo vivem seres humanos liliputianos.
Uma história um tanto infantil onde os poderosos terrestres tentam levar a “justiça” aos confins do universo.

Obs: Do mesmo autor, estava previsto “O planeta dos autómatos”

O fim do mundo

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Autor: Camille Flammarion

Original: La fin du monde – 1894

Editora: Companhia Portuguesa Editora

Comentário:
Primeira parte – No século XXV descobre-se um gigantesco cometa em rota de colisão com a Terra.
Retirando um ou outro capítulo em que o autor cede à tentação de divagar, esta é uma obra de ficção científica nos moldes modernos.
Segunda parte – Descrição da Terra e da humanidade nos próximos dez milhões de anos.
Trata-se essencialmente de um ensaio de futurologia.
No geral, saltam à vista os imensos conhecimentos científicos do autor.
Infelizmente, no século XIX, eram desconhecidas as reais dimensões dos cometas, prejudicando a primeira parte.
A faceta pseudo de Flammarion desvaloriza bastante a segunda parte.

Obs: Texto anterior à reforma ortográfica de 1911

Zorgan, império cósmico

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Autor: John Rackham

Original: The double invaders – 1967

Comentário: A frota de Zorgan prepara-se para conquistar Scarta, um planeta pouco avançado, desarmado e escassamente povoado.
Parecia ser um passeio, mas os locais têm alguns trunfos na manga.
Leitura muito agradável. História cheia de surpresas, alternando entre o trágico e o cómico.

Na órbita de Aldebarã

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Organização: Damon Knight

Original: Now begins tomorrow – 1969 ( First flight )

Contos:

  • Os isolinguais (The isolinguals) – L. Sprague de Camp
  • Os fiéis (The faithful) – Lester del Rey
  • O destruidor negro (Black destroyer) – A. E. van Vogt
  • Linha de salvação (Life-line) – Robert A. Heinlein

Comentário: Destaco “Os fiéis”, um conto onde os animais se preparam para receber a herança da humanidade extinta. E destaco especialmente “Linha de salvação”, com as consequências da invenção de uma máquina que indica a data da morte.

Obs: A obra original tem dez contos.